Existe um momento em que já não basta entender por que alguém fez o que fez.

Por que foi embora.

Por que voltou.

Por que não valorizou.

Por que prometeu e não cumpriu.

Por que despertou tanto sentimento e entregou tão pouco.

Chega uma hora em que a pergunta precisa mudar.

"Por que isso ainda ocupa tanto espaço dentro de mim?"

É nesse lugar que começa o "voltar para si".

Não significa apagar sentimentos, fingir que nada aconteceu ou transformar toda história difícil em arrependimento. Significa conseguir olhar para o que foi vivido sem continuar emocionalmente morando lá.

Na psicanálise, muitas vezes descobrimos que aquilo que parece ser apenas saudade de alguém também pode carregar medo de abandono, necessidade de validação, idealização, repetição de padrões e antigas formas de buscar amor.

E compreender isso muda muita coisa.

Porque o foco deixa de ser "será que ele vai voltar?" e começa a ser:

"Por que eu ainda preciso que ele volte para me sentir escolhida?"

Essa mudança de pergunta pode ser o início de um novo ciclo.

Não necessariamente com outra pessoa.

Primeiro, com você mesma.